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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A dama-de-ferro da Educação sai em defesa da política criminosa do governo Alckmin

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A ex-secretária de Educação do estado de São Paulo, sai em defesa da segunda etapa da "reorganização", com a qual o PSDB quer fechar mil escolas e demitir 50 mil educadores
No último dia 17, a ex-secretária de Educação do Estado de São Paulo, Rose Neubauer, em artigo publicado em Tendências e Debates, na Folha de S. Paulo se pronunciou em defesa da reorganização das escolas públicas estaduais  pretendida pelo governo Alckmin, respondendo afirmativamente à pergunta formulada pelo jornal: "É correta a decisão do governo de São Paulo de separar os alunos por ciclo escolar?"

Quem é Rose Neubauer?

Embora a Folha - quem sabe para dar alguma credibilidade à sua "opinião" - procure apresentá-la apenas como uma especialista da área da Educação, Teresa Roserley Neubauer da Silva, que assina como “Rose Neubauer”, foi a Secretária de Educação do Governo Mário Covas e também do primeiro Governo Alckmin após a morte de Covas em 6 de março de 2001.  Entre janeiro de 1995 e abril de 2002, Rose Neubauer foi a responsável pela implantação da política educacional do PSDB no Estado de São Paulo. Ela foi a responsável em impor o primeiro processo de “reorganização”  das escolas, que levou ao fechamento de 8 mil salas de aulas, a demissão de mais de 40 mil trabalhadores da educação, e que junto com esse processo,  introduziu a chamada “aprovação automática”, responsável nos últimos 20 anos pela diplomação de milhões de alunos sem sequer saberem ler e escrever ou resolver problemas elementares de matemática, por exemplo.
À frente da secretaria de educação, Neubauer levou adiante a municipalização do ensino de 1ª a 4ª série, que alcançou mais de 3600 escolas, quebrando a unidade da maior rede de ensino do País (e uma das maiores do mundo). Como todas as medidas tucanas, a municipalização constitui-se  em um lucrativo negócio, com a possibilidade de que centenas de municípios de São Paulo levassem adiante um processo de privatização da Educação através da contratação pelas prefeituras de sistemas privados de ensino para prestar assessoria, produzir materias didáticos para as escolas, faturando bilhões, ao longo das últimas duas décadas.
Portanto, a opinião de Rose Neubauer sobre a nova fase da "reorganização" que o governo tucano quer impor aos milhões de integrantes da comunidade escolar não é - de forma alguma - uma opinião isenta. Ela foi o "general" que comandou o processo de ataque contra a Educação na primeira gestão tucana, que fez com que se tornasse uma pessoa totalmente odiada entre os professores e por amplas parcelas da população. Como diz o ditado popular: "quem não te conhece te compra, que conhece não quer nem de graça".

À serviço de quem ela atua?

Não por acaso, depois de ter comandado toda essa ofensiva, passado apenas 5 meses de sua saída do cargo de Secretária de Educação, a senhora Rose Neubauer  fundou o Instituto Protagonistés – Instituto de Protagonismo Jovem e Educação, ao qual é até hoje, sócia e diretora-presidente, tendo como vice-presidente do instituto Mauro de Salles Aguiar, um dos donos do Colégio Bandeirantes, tradicional colégio privado de São Paulo. Sua empresa presta consultoria na área da Educação, tendo como principal tomador de serviços as redes municipais de ensino. Isso mesmo, as mesmas redes alcançadas pela municipalização promovida pela sra. Neubauer, se transformaram em suas "clientes".
Conforme amplamente denunciado pelo “Observatório da Educação”, o Instituto Protagonistés, também mantém parceria com o Consulado Geral dos Estados Unidos, a Fundação Lemann, a Fundação Bradesco e a Fundação Victor Civita (http://www.acaoeducativa.org.br/index.php/todas-noticias/10004402-conselheiros-sao-proprietarios-de-empresas-e-socios-entre-si), entidade ligas às redes privadas de ensino que controlam há anos o Conselho Estadual de Educação e a própria Secretaria de Estado da Educação na defesa do ensino privado.
A opinião e a defesa de Rose Neubaer não é - nem de longe - a de um educador, um pensador, que tem uma posição autônoma. É a posição de alguém que está há mais de 20 anos a frente da ofensiva contra o ensino público, e que inclusive faz disso um meio de vida, que ganha muito dinheiro com a destruição do ensino público eo favorecimento do ensino privado.

Defendendo o holocausto na Educação

Em defesa dos planos do governo, que pretede impor o fechamento de mil escolas e dispensar cerca de 50 mil trabalhadores da Educação, a ex-"dama-de-ferro" da Educação paulista e ativa militate do PSDB argumenta que a “nova’ reorganização busca a melhoria do aprendizado dos alunos, que o modelo atual “ impede a melhoria da qualidade do ensino” e que portanto, a “reorganização das escolas paulistas é urgente, necessária e importante”.
Os argumentos destes "técnicos" não precisam guardar nenhuma relação com a realidade. Assim no mndo real não há nada que corrobore com suas "teses".
Mas vamos aos fatos. A política introduzida pela gestão do PSDB , tendo a frente Rose Neubauer, foi responsável pelos maiores retrocessos de toda a história da Educação no país, intensificou o processo de diplomação alunos analfabetos ou semi alfabetizados, causando um prejuízo incalculável entre os jovens e as crianças, sem paralelo na história do Brasil, por meio da aprovação automática.
A primeira etapa da reorganização, quebou a unidade pedagógica da rede de ensino, deixando as redes estaduais à mercê dos projetos educacionais de empresas privadas da Educação que oferecem um serviço de qualidade inferior por precós irrisórios. Os salários dos professores e funcionários não pararam de perder valor, constituindo-se em um dos fatores decisivos para a decrescente quaidade de ensino nas escolas públicas.
Não há uma base pedagógica par aa separação de crianças e jovens, uma vez que - como ocorre na sociedade - o aprendizado é um processo coletivo, no qual - é óbvio - os mais jovens aprendem também por meio da convivência com os mais adultos.
O processo de segregação dos tucanos (usado como pretexto para cortar gastos) é questionado por todos os educadores sérios do País e do mundo. Nada tem a ver com objetivos educaionais, estando diretamente relacionado com a política de "ajustes" da direita que comanda o Estado e que busca "economizar" recursos com a Educação, a Saúde e outros serviços essenciais à população para transferí-los para os monopólios capitalistas em crise e suas máfias políticas.
Há uma acentudada queda na arrecadação pública devido à crise capitalista. O Estado está profundamente comprometidos com a sustentação de determinados grupos capitalistas, como bancos, empresas privadas do ensino público, redes privada de saúde, grandes empreiteiras etc. A “nova” reorganização, não é outra coisa que não seja parte integrante da polítia de transferência (roubo!!) dos recursos públicos para os tubarões capitalistas que não conseguem se manter por meio da "livre iniciativa" e são cada vez mais depedentes do assalto aos cofres públicos, sustetados pelos impostos e taxas pagas pela população trabalhadora.
A discussão apresentada por Rose Neubauer não passa de um aplique. As medidas necessárias para melhorar a educação - de fato - são conhecidas por todos e não fazem parte dos planos tucanos, como é o caso da redução do número de alunos por sala de aula, mais investimentos na Educação, melhoria dos salários dos educadores etc.
O próprio governo reconheceu isso  - indiretamente - quando promoveu uma espécie de suposto "modelo" por meio das escolas de tempo integral, nas quais os professores recebem 70% a mais do que os demais professores da rede.
A defesa pedagógica da reorganização se trata de pura falsificação, feita por gente que se encontra a soldo dos mercadores do ensino pago e de organizações imperialistas (como o governo dos EUA) inimigas do avanco da Educação no Brasil e em todos os países atrasados.
Sem qualquer autoridadepara defender qualquer melhora real na Educação,  Rose Neubauer atua a ex-primeiria ministra birtânica, Margareth Thatcher (um icone do neoliberalismo, do violento ataque aos trabalahdores na defesa dos monopolios, das privatizações etc.) elogiando o ditador sanguin;ario chileno Augusto Pinochet, por seus "servicos prestados" à democracia.
Rose Neubauer, que levou adiante uma política de terra arrasada em relação a Educação na década de 90 e que, agora, vem elogiar a política criminosa levada adiante pelo secretário de educação Herman e o governador Alckmin, de fechar escolas, superlotar salas de aula, demitir milhares de professores etc.

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