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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Roberto Rocha Rompimento Anunciado


Deu no blog do  Raimundo Garrone

Mal tomou posse, o senador Roberto Rocha (PSB) resolveu se transformar no centro do tabuleiro político do Maranhão, como peça fundamental no jogo sucessório em São Luís e no Estado por obra da sua estatura política, e não de um conjunto de forças – em especial a do governador Flávio Dino.    

– Sou uma asa do avião. Sem mim o avião não voa – disse em entrevista publicada pelos blogs Marrapá e Clodoaldo Corrêa.

Na entrevista, uma pérola do personalismo político, Rocha critica o governador Flávio Dino e o prefeito Edivaldo Holanda pelo excesso de secretarias e cargos em comissão, considerando-se, aliás,  o responsável pela eleição do prefeito em 2012 .

– Quando o Flávio era candidato eu procurei o Marcelo Tavares e cobrei o acordo com o PCdoB. Manifestei que o PSB indicaria o Marcelo como vice. Na mesma hora tocou o telefone do Marcio Jerry, dizendo que o Zé Reinaldo aceitaria uma secretaria do Castelo. Na mesma hora eu pedi para o Marcelo desconsiderar tudo. Retirei a candidatura para ancorar a do Edivaldo, muito novo e sem consistência. Então a gente tinha que emoldurá-lo. Fizeram um movimento pela candidatura do Zé Antônio Almeida. Como eu convenceria o Eduardo Campos disso?  Só teve um jeito: eu ser o vice. O Eduardo disse: Quem é PTC? O candidato é tu, rapaz! E eu disse: Ou junta o partido ou não serei candidato. Ninguém apostava que eu faria isso. Um sacrifício medonho. Um cargo muito menor que eu. Eu tive 200 mil votos em São Luís, mesmo com toda a desgraceira da época da campanha.

Se em 2012, ele era pré-candidato a prefeito e se sacrificou para eleger Edivaldo, em 2014, se elegeu senador por conta de sua própria história e não pelo decisivo apoio no final da campanha, como muitos acreditam, do então candidato ao governo, Flávio Dino.

– Ninguém se elege senador por causa de uma campanha, mas sim por causa de uma história. Vai comparar a minha história com a do Flávio? Há 8 anos ele estava em um gabinete de juiz. Se perdesse a eleição? Chega em qualquer canto do Maranhão e pergunta quem é Edivaldo Holanda Junior e ninguém sabe quem é. Quantas vezes São Luís fez de um prefeito governador a partir desta condição? Nunca. Cafeteira? Jackson? São Luís nunca fez. O Edivaldo pode ficar um mandato, dois… pergunta quem é Tadeu Palácio. Ninguém sabe quem é. Imagina se Roberto Rocha perde como vice do Flávio, do Edivaldo… De quem?! Pronto, acabou. Se não fosse isso, Edivaldo nem seria candidato. Vamos admitir que o Flávio fosse candidato. O que é PTC e PCdoB? Nada.

Ainda na entrevista, Roberto Rocha, revela que comanda o PSB com mãos de ferro, e que a decisão sobre as eleições de 2016, será a que ele definir, e que “por cima dela nenhuma voz vai se sobrepor”.

E se o PTC e o PC do B não são nada, os partidos do campo da esquerda (PSOL, PSTU, etc.) são malucos da idéia, segundo definiu ao avaliar as forças políticas que disputarão a prefeitura em 2016.

– São Luís terá quatro campos políticos: do governo com o prefeito, dos partidos aliados do Sarney, o campo político da esquerda, desses partidos malucos, e o campo político que pode ser criado.

O campo político que pode ser criado, seria o do PSB com o PPS com a candidatura de Elizane Gama, outra que, como dizem as vozes das ruas,  se acha a bala que matou Kennedy.

Leia a entrevista completa Aqui

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