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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

PSDB e PDT ficam foram do bloco oposicionista na Assembleia Legislativa

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Por Diego Emir 


 
Como já era de se esperar, bastou começar o ano legislativo no parlamento estadual para que as articulações da formação dos novos blocos e 
comissões se intensificassem. Só ontem, foram realizadas duas reuniões na sala da presidência com os deputados marcada por idas e vindas de partidos nos blocos. 
A principal mudança que seria a entrada do PSDB e PDT no Bloco Oposicionista acabou não acontecendo. O PV fechou com o Bloco Democrático que reúne o PEN, PSL e PR e o PTN deve formar grupo com o DEM. Mas de uma forma geral, o Governo ainda contará com maioria nas comissões.

“Falta formalizar”, afirmou o deputado Carlinhos Amorim final da manhã de ontem 
sobre a estratégia que aumentaria de 10 para 16 minutos o tempo do bloco oposicionista na Assembleia e poderia garantir a presidência em duas comissões, conforme o encaminhamento dos acordos parlamentares. 

Mas acabou que ficou na mesma e o PDT que teve representatividade reduzida para dois parlamentares no período de troca de filiação partidária em outubro com a saída de Camilo Figueiredo e Graça Paz continuou no bloco com o PSDB. Segundo Neto Evangelista (PSDB), o bloco contará com pelo menos um membro em cada comissão e poder até pegar uma presidência.

O projeto 
segundo Amorim era uniformizar as idéias, os discursos e a proposta parlamentar para marcar uma posição muito mais forte no plenário, embora o deputado tivesse ressaltado que em algumas matérias os deputados poderiam divergir um do outro em uma questão técnica. 

Já o deputado Neto Evangelista (PSDB) ponderou que a proposta de união na Assembleia não representaria uma definição quanto a campanha ao governo
 do estado, onde os tucanos são cortejados pela Oposição para compor a chapa com o PCdoB do pré-candidato Flávio Dino: “Não há cunho político eleitoral nenhum nessa composição, o PSDB ainda está em discussão sobre o rumo que vai tomar em 2014 e compor com a Oposição na Assembleia é puramente estratégia de composição das comissões”, explica Neto que lembra que tanto o PSDB quanto o PDT não poderiam indicar membros efetivos caso permanecessem sozinhos.

Porém mesmo que o Bloco da Oposição contasse com 11 deputados com a união, existem mais três blocos na Assembleia, todos ligados ao governo e de qualquer 
os governistas ainda teriam a maioria do plenário, como analisou Carlinhos Amorim: “Somos apenas 11 e eles 34 divididos em 3 blocos e isso faz com que eles estejam maciçamente nas comissões. Mas a oposição estará lá marcando presença e até presidindo uma ou outra comissão e isso dará um destaque para o nosso trabalho no parlamento.”, avalia o deputado que revela interesse pela comissão de Obras e Serviços Públicos e a de Assuntos Municipais.

O vice-líder do governo Roberto Costa (PMDB) não quis comentar o assunto, apenas disse que ainda não havia nada decidido em relação aos blocos e comissões. Mas nos bastidores comenta-se que os deputados do DEM, Antônio Pereira e César Pires podem deixar o Bloco Parlamentar pelo Maranhão, que até então era o maior com 10 parlamentares e cinco partidos (PMDB, DEM, PTB e PSD).

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