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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Movimentação do PSB indica apoio ao PPS no Maranhão

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Por Rei 12

O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, pré-candidato à Presidência da República oficializou ontem a entrada do PSDB em sua administração. O acordo deve garantir apoio do PSB à candidatura do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo e pode resultar numa aliança da legenda com a deputada estadual Eliziane Gama (PPS), pré-candidata ao Governo do Maranhão.
Em setembro, durante o 18º Congresso do PPS realizado em São Paulo, a legenda aprovou por 152 votos contra 98 um indicativo de apoio a Eduardo Campos, que disputará a Presidência da República com a presidente Dilma Rousseff (PT) em outubro deste ano. Na ocasião, o posicionamento do PPS visou três principais objetivos: garantir apoio dos socialistas à reeleição da Alckmin; a união das oposições contra o PT/PMDB no Rio de Janeiro e a aliança do PSB com o PPS em prol da candidatura de Gama.
O primeiro sinal, portanto, de que Gama pode receber o apoio do PSB para a eleição no estado, ocorreu ontem, com a movimentação de Eduardo Campos em Pernambuco. Campos já havia realizado uma série de conversas com o deputado federal Sérgio Guerra (PSDB-PE) antes de anunciar o acordo. Cabe ao PSBD agora, indicar o titular para a Secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo, além da presidência do Detran, em Pernambuco.
Com os cargos, o PSDB pernambucano passa a apoiar o candidato pessebista ao governo de Pernambuco. O PSB, por sua vez, deverá apoiar a reeleição de Alckmin em São Paulo.
O governador justificou a entrada do PSDB em sua administração como fruto de “uma relação de muito tempo” e não como um benefício em troca de apoio político. “Cada um vai interpretar da forma que desejar interpretar. A interpretação é livre. A relação nossa com o PSDB de Pernambuco é uma relação que vem de muito tempo”, afirmou Campos.
Tecnicamente, o acordo em Pernambuco não significa apoio do partido em outros estados. Mas, como Roberto Freire, presidente do PPS já havia adiantado, o partido fica mais próximo do PPS, que exigia justamente ao PSB, a junção da oposição em São Paulo, em prol da reeleição de Geraldo Alckmin. Com os partidos unidos em um dos grandes centros do país, ele obtém a prerrogativa de aliança com a sigla. Para Roberto Freire, a candidatura de Eliziane Gama no Maranhão é uma das prioridades do partido. Por isso a busca por aliança com o PSB.
Aliança
A deputada estadual Eliziane Gama (PPS) já foi recebida pelo menos três vezes pelo governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. Nos meses de novembro e dezembro de 2013, Gama discutiu aliança política com Campos. Ela ofereceu palanque para o pré-candidato a Presidência da República e espaços na chapa majoritária ao PSB.
A deputada se reuniu várias vezes também com o vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha
Em novembro, Gama foi a única maranhense convidada pela cúpula do PSB nacional, que tem a ex-ministra Marina Silva na articulação, a participar de um congresso que reuniu lideranças políticas de todo o país. Eliziane foi uma das palestrantes do evento, que tratou sobre direitos humanos.
Já em dezembro, a popular socialista foi convidada por Campos para conhecer os principais programas de governo de Pernambuco. Além de se reunir com o governador daquele estado, Eliziane conheceu os titulares das pastas de Planejamento, Saúde, Educação, Defesa Social e Fazenda.
Na ocasião, Eliziane pediu apoio a sua candidatura.
“Vamos continuar dialogando e tentando fechar aliança com o partido, que tem bastante representatividade na oposição. Nossa candidatura está mantida”, afirmou.
A movimentação nacional de Eduardo Campos tem dividido os membros do PSB no Maranhão.
O prefeito de Timon e presidente estadual da sigla, Luciano Leitoa, quer apoio da sigla a Flávio Dino (PCdoB). Mas já há quem defenda, pelo menos internamente, aliança com o PPS de Eliziane Gama. O vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha, cogita essa possibilidade. Ele pretende disputar o Senado Federal.

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