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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Após protestos o Brasil nunca mais será o mesmo, afirma Simplício Araújo




O deputado federal Simplício Araújo (PPS/MA) afirmou que não vai ser possível a presidente Dilma Rousseff ou o Congresso abafar, calar e parar o que está acontecendo nas ruas. Para o parlamentar, nunca mais o país voltará  a ser o mesmo.


"Precisamos respeitar as manifestações, abrir um diálogo franco entre os parlamentares e o Executivo. O movimento não para mais. Mesmo que o calor das passeatas esfrie, o que é natural, a população irá continuar cobrando de nós e do governo federal propostas efetivas para solucionar as mazelas que assolam o país. E essa cobrança é salutar", disse o deputado.

Simplício criticou também o comportamento de alguns parlamentares que estão tentando “tirar uma casquinha, surfar na onda das manifestações que vêm ocorrendo pelo Brasil”. Segundo o deputado muitos políticos não estão entendo “o recado das ruas ao parlamento e ao Poder Executivo. Os manifestantes vão analisar os deputados e saberão como se posiciona cada um que ocupou a tribuna para se aproveitar dos protestos", apontou.

Governo Dilma - Simplício afirmou que a presidente usa o Legislativo para justificar a falta de competência política para fazer as reformas essenciais que o Brasil precisa. "Ao desviar o foco do Executivo, a presidente joga para a plateia e tenta colocar no colo do Congresso a responsabilidade pelas mazelas do país", criticou o deputado.

Depois dos pronunciamentos negativos da presidente, o parlamentar disse esperar que o Congresso abandone, de uma vez por todas, a situação de submissão em que se encontra perante o Palácio do Planalto. Para Simplício, o parlamento precisa mostrar para a sociedade que muitas matérias de interesse do país não foram votados porque o governo, com sua ampla base política, não deixou votar.

Na avaliação do deputado, o desgaste do Congresso perante a opinião pública se dá por conta da subserviência ao Executivo. "A casa tem uma atividade intensa, que grande parte da população desconhece. Está na hora de reformularmos a nossa relação com a sociedade. Poderíamos aproveitar a oportunidade e colocar na pauta de votação uma série de projetos que não avançaram porque foram colocadas em segundo plano", finalizou.

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